sábado, 5 de dezembro de 2009

Onde a gente foi parar?

sábado, 28 de novembro de 2009

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Noite passada
Tive um sonho estranho
Um sonho com tudo que importava
Com tudo que realmente me irritava
Desculpa, você não estava nele

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

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Saia dessa casa
Venha tomar um ar
Estou estagnado nessa ideia
Esperando que você vá precisar
De mim
Um pouco, espero que sim

Vamos celebrar o mundo
O mundo que só cabe a nós dois
Por isso eu acredito em dimensões
Na dimensão que eu não espero pra depois

Qualquer vestígio de adoração
Você realmente quer
Que por mim não precise de perdão
Você também pensa
Nessa outra dimensão?
O mundo que só cabe a nós
O mundo da imaginação

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

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Não quero necessitar de você
Necessitar do seu olhar
Não vou pensar que é por prazer
Que você só sabe me machucar

Seu sentimento é um arranhão
Ferida que não arde
Um dia abro isso sem compaixão
Quero ver doer de verdade

Me acorde quando me amar
Não me chame mais pro bar
Esse conhaque vai te derrotar
E não sou eu que vai te levantar

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Querida, pense no amanhã
Em sair de casa
E ver a sujeira da cidade
Em ver os rostos tristes
Esperando por felicidade

Engula esse medo medíocre
Faça dos seus pensamentos verdade
Olhe para sua mãe infeliz
Como você se vê nessa idade?

Não tolere um café sem açúcar
Não beba esse refrigerante sem gás
Você acha que o seu coração pulsa
Sabendo que você não é sagaz?

Tolerando nós mesmos
Para não morrer na solidão
Você analisa cada passo meu
E eu perco a concentração

terça-feira, 24 de novembro de 2009

/11

Perdido na poeira de Novembro
Todo ano a mesma coisa
A mesma coisa
Todo amor a mesma poesia:
Complicação!
Complicando a razão

Toda nova estação
Uma nova falta
De explicação

Todo Novembro sem fim
Toda pessoa sem mim

Você se sufoca na indecisão
Estrangulando qualquer chance
De paixão
E tira meu chão
Tira meu chão...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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Me revele o que te faz amar
Me conte o que não pode perdoar
Sua vida não parece mais a mesma
Não aparece mais naquela mesa
De bar
Sente-se
Mais uma rodada para os mal amados
Eu me junto a eles porque somos derrotados
Por quê não conta como foi seu dia?
Pela amarga expressão
Não foi de alegria
O mundo te espera, Maria
Viva sua era
A era em que amar é tão fácil
Quem dera não amar... Quem dera!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

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Você se sente capaz?
Capaz de levar uma ideia para a realidade?
Você se sente pressionado?
Você pensa que tudo isso é errado?
Então você pensa.
Pinte o silêncio
Com todas as cores
Que você consegue pintar
Com seus gestos
Com seus gestos
Pinte o seu rosto
Para essa guerra sem fim
Se agarre em mim.

domingo, 15 de novembro de 2009

- Você sente raiva?
- Não.
- O que você sente?
- Desprezo.
- Você realmente está se importando com isso?
- Não.
- Então qual o porquê de tudo isso?
- Orgulho ferido.

Não é você, sou eu.

sábado, 14 de novembro de 2009

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A garrafa vazia
A cabeça cheia
O copo meio vazio
A boca parada
Os olhos cheios de palavras
As mãos dançando juntas

Eu, e várias mãos
Eu, e várias bocas
Eu, vendo vários olhos
Eu, sem saber ler nenhum
Eu, sozinho

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

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celebrar / abandonar
abusar / confundir
afligir / apagar
corrigir / demonstrar
depender / excluir
imaginar / irritar
proibir / proteger
recurar / rejeitar
ATACAR

quarta-feira, 25 de março de 2009

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Todo aquele silêncio
Tão frágil e sem graça
Que não serve pra gente
Queremos rir de nós mesmos
Antes que o mundo lembre da gente
Queremos um século pra amar
E nenhum segundo pra parar

Esqueceremos o que tem além desse quarto.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

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Era uma água morna, quase fria
Que eu me lembre, apenas era!
Agora uma água morna, quase quente
Difícil de lidar
Impossível permancer
Sem se queimar
Inocência brilhante
Querendo amadurecer-se forçadamente
Serão as companhias?
Garanto-lhe apenas
Que é um bom aviso dizer:
Cuidado, frágil.